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We are smarter than me

Jairson Vitorino | Para ler | Quarta, 28 de Março de 2007

Tive uma surpresa agradável na edição desta semana da newsletter Knowledge@Wharton. Sinalizando que o segmento de mídia gerada pelo consumidor se tornou parte da agenda corporativa, o time de Wharton lançou na semana passada um projeto de trabalho cooperativo para escrever um livro de negócios.

Nas palavras deles mesmos:

“O projeto, inicialmente chamado We are Smarter Than Me (Nós somos mais espertos que Eu), é um experimento que visa observar se uma grande comunidade de pessoas de negócio pode escrever um livro em conjunto.”

Segundo a newsletter, o plano é publicar o livro pela editora Pearson já neste segundo semestre. Navegando no site, vi que eles já tinham 4158 inscritos até esta data (indicando uma boa taxa de crescimento, já que na última vez que olhei na semana passada tinham 3306). Inscrevi-me no projeto para investigar com mais detalhes a proposta deles e eis o que achei:

Para editar o livro, a equipe decidiu por usar um Wiki. Acho que é uma boa escolha dado que Wikis atualmente são uma das ferramentas de trabalho cooperativo mais populares da Net e há grandes chances da maioria dos membros da comunidade já ter familiaridade com esta tecnologia. É possível ainda discutir tópicos sobre o grupo em um fórum eletrônico, sem que estas discussões interfiram na produção do livro. Por último o site oferece um serviço ainda muito básico de rede social para conectar os participantes, mas que fica bastante a dever a ferramentas como o Linked-in.

Na agenda da iniciativa estava programada ainda a conferência Community 2.0 que foi realizada no início do mês. Eles prometem mais skypeconferences, video conferences e toda forma de interação entre os participantes da comunidade até o término do livro.

Em minha opinião o potencial para este tipo de trabalho em conjunto (que em inglês já tem até palavra própria: crowdsourcing) só fará crescer daqui pra frente. Banda larga e software fácil de usar e colaborar já estão promovendo todo tipo novo de cooperação. Com certeza isso não vai parar na produção de livros, outras empresas e instituições vão lançar novos projetos na mesma linha.

Consumer-generated media: o poder está lá fora

Alessandro Barbosa Lima | Cases | Sexta, 23 de Março de 2007

Uma história real que sempre conto nas minhas palestras, do tipo “aconteceu comigo”. Em 2002 comprei um veículo novo da Chevrolet, o Meriva, e tive diversos problemas, que me obrigaram a ir à concessionária mas de 10 vezes. Pedi a troca do carro, mas não obtive sucesso. Depois de muita insatisfação e pouca atenção da Chevrolet resolvi criar uma comunidade na Internet protestando e contando minha experiência negativa.

odeiomeriva 1 - odeiomeriva 1

Para minha surpesa aparece na comunidade uma mensagem que me intrigou bastante, que reproduzo abaixo:

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ALARME 7/7/2005 8:08 AM
Entrei no meu Meriva e me surpreendi, pois estava sem meu aparelho de som, olhei para ver qual dos vidros havia sido quebrado, e nada. Percebi que o porta - malas estava aberto, e logo vi que a fechadura do mesmo havia sido violada, e o alarme não soou.
Fui na concessionária e me falaram que este problema na fechadura é comum no carros GM, que também ocorre na linha Celta.
Basta colocar qualquer chave de fenda ou alicate na fechadura, e girá-la ao contrário, que fará com que o alarme seja desacionado..Fiquei perplexo.
Estou tentando solucionar o caso amigavelmente, caso não seja possível vou buscar meus direitos..

ALGUÉM JÁ PASSOU POR CASO SIMILAR???

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Aproveitando minha “familiaridade” com o SAC resolvi pedir explicações para eles sobre esta deficiência do porta-malas dos veículos Chevrolet. E eis que recebo esta resposta abaixo:

chevrolet 1 - chevrolet 1

Não me dando por vencido saio em busca de respostas do consumidor para o problema. E eis que encontro diversas respostas na web para resolver o problema do roubo do porta-malas não apenas no Meriva mas no Celta. Uma destas respostas vem do Celta Clube, um site de adoradores do carrinho da GM.

Que lição podemos tirar do caso? Uma bem simples, a mídia gerada pelo consumidor veio para ficar. O poder do ‘NÓS’ é infinitamente maior do que o poder do ‘EU’. As empresas estão perdidas e o consumidor começa a observar que as respostas estão “lá fora” e não mais nas cercanias corporativas.

Bem, nos próximos posts continuamos com o assunto.

Há uma luz no fim do túnel para as Relações Públicas?

Alessandro Barbosa Lima | Para ler | Sexta, 16 de Março de 2007

A palestra esta semana na Abracom me fez refletir: será que existe luz no fim do túnel para a disciplina Comunicação/Relações Públicas num mundo dominado pela Mídia Gerada pelo Consumidor? A ascenção do novo poder do consumidor cria uma oportunidade única para que as empresas gerenciem reputações. Uma reputação - como bem sabemos - não se cria com Propaganda. Propaganda favorece ao conhecimento da marca ao desejo de consumo, mas reputação é coisa rara, construída com respeito e com diálogo constante da marca com seus stakeholders. Pois bem, quando falamos de mídia gerada pelo consumidor estamos falando na velha, antiga, mas muito boa ainda comunicação boca-a-boca. A comunicação boca-a-boca até o surgimento da internet era um fenômeno poderoso, mas invisível. Hoje o boca-a-boca ou word of mouth continua poderoso, mas boa parte dele (cerca de 6%) é visível. São comentários em blogs, fotoblogs, sites pessoais, fóruns sobre intenções de compra ou experiências com produtos e serviços.

Com a visibilidade do boca-a-boca se tornam visíveis também os formadores de opinião. Sim, eles sempre existiram. Aquele tio ou tia ou colega de trabalho expert num determinado assunto, a quem você sempre recorre antes de comprar um produto ou serviço. Estes tiozinhos (como diriam meus alunos) se tornaram referência na rede. Hoje é fácil encontrá-los. Criam comunidades, escrevem blogs, fazem podcasts ou sobem vídeos para o Youtube sobre suas paixões. Alguns dizem que são os novos jornalistas. E aí surgem tentativas de se criarem portais e sites como Minha Notícia ou Você Repórter para aproveitar esta mão de obra gratuita e não sindicalizada de “novos jornalistas”. Um exército de jornalistas equipados com câmeras de vídeo e câmeras digitais. Bem, você deve estar pensando: mas se a mídia gerada pelo consumidor se consolidar como fenômeno as estratégias para influenciar estes influentials criando reputação positivas para as marcas são um trabalho os relações públicas e profissionais de comunicação. Em termos. Os profissionais de comunicação em geral são tidos como “off-line”, pouco íntimos da pesquisa de mercado e dados estatísticos - requisito para quem quiser analisar a blogosfera, com seus incoming links, influência, relevância entre outras métricas. Outro problema: web é vista hoje como business da área de Propaganda/Marketing da empresa e não como algo para a área de Comunicação/Relações Públicas. Enfim, muita água ainda para correr. Vamos continuar com esta discussão em posts futuros. Por enquanto indico como leitura o blog do Jonathan Carson, CEO da BuzzMetrics, onde ele realiza uma análise SWOT sobre o tema.

Windows Vista cresce entre as marcas entre as mais faladas

Alessandro Barbosa Lima | E.LIFE MONITOR | Sexta, 16 de Março de 2007

A participação do Windows Vista e do Windows XP cresceram entre as marcas mais faladas na Internet brasileira segundo o E.LIFE MONITOR, índice desenvolvido pela E.LIFE que monitora a mídia gerada pelo consumidor brasileiro. O E.LIFE MONITOR detectou que na categoria sistemas operacionais a participação do Windows Vista cresceu mais de 5 pontos percentuais, saltando de 1,18% em agosto de 2006 para 6,45% em fevereiro de 2007. A participação do Windows XP entre os sistemas operacionais mais falados por sua vez caiu no mesmo período: de 31,85% para 27,45%. Mesmo com o crescimento a Microsoft ainda perde para o Linux, o sistema operacional mais falado da Internet brasileira, que se manteve na liderança com cerca de 63% do boca-a-boca on-line. Há uma explicação: o Linux é tipicamente um produto P2P (peer-to-peer) ou seja, criado por comunidades de engenheiros que trocam informações entre si como parte do processo de desenvolvimento e customização do produto que, como se sabe, tem código aberto. Ou seja, quanto mais informações são geradas pelas comunidades on-line, mas boca-a-boca sobre o produto. Lembrando que o E.LIFE MONITOR não disponibiliza o sentimento dos comentários (se têm caráter positivo ou negativo). Para ler uma amostra da categoria Sistemas Operacionais basta clicar nas marcas no E.LIFE MONITOR.

emonitor agosto - emonitor agosto 2006 Agosto/2006
emonitor fev07 - emonitor fevereiro 2007 Fevereiro/2007

Amanhã vamos discutir o case de O Boticário que completa 1 ano

Alessandro Barbosa Lima | Cases | Segunda, 12 de Março de 2007

Há um ano a E.LIFE começou um trabalho de monitoração e análise da mídia gerada pelo consumidor para alimentação da Centro de Relacionamento com o Consumidor d´O Boticário. Em um ano monitoramos milhares de blogs, fotoblogs e comunidades on-line com o objetivo de aproximar mais o novo consumidor - que se expressa nestes novos canais de comunicação - da empresa de perfumaria e cosméticos.

Os resultados são bem interessantes e podem fornecer informações úteis para que gestores de marketing, comunicação e relacionamento possam explorar a monitoração e análise do boca-a-boca on-line. Os resultados deste trabalho serão apresentados amanhã em evento da Abracom.

Uma das conclusões mais interessantes deste estudo é de que consumidores mais influentes (com maior número de amigos em comunidades on-line como o Orkut) tendem a falar mal do produto. Ou seja, há uma relação direta entre influência e a liderança negativa sobre o boca-a-boca on-line. O assunto já havia sido comentado por Manoel Fernandes no BITES.

O evento é patrocinado pela PR Newswire do Brasil e está marcado para as 8h30, no L’Hotel, que fica na alameda Campinas, 266, em São Paulo. Aguardo você. Mais informações no site da Abracom.

Ser mulher segundo a blogosfera

Alessandro Barbosa Lima | Boca-a-boca | Quarta, 7 de Março de 2007

Nesta quinta-feira, dia 8, se comemora o dia Internacional da Mulher. A E.LIFE não poderia deixar a data passar em branco. E para fazer jus a todas as mulheres que são nossas clientes, trabalham conosco ou são nossas leitoras monitoramos alguns blogs em busca de uma questão única e bem difícil de responder: o que é ser mulher? Vamos ver a resposta da blogosfera para o tema. Esta é também nossa homenagem a todas as mulheres.

Ser mulher não é fácil. É preciso paciência, dedicação, paciência, amor, paciência, bom-humor, paciência, tesão, paciência, entender de matemática… já falei paciência? hehe… Mas a verdade é que lutamos por direitos iguais. E conquistamos. Hoje, uma mulher pode ser uma empresária muito bem sucedida, ganhar mais que o marido, ser um exemplo a ser seguido e até presidente! Já temos duas: no Chile e na Libéria.
http://marciamoreno.blogspot.com/2006/03/ser-mulher.html

Ser Mulher é… a pessoa a quem apesar de muito respeitada, amada e considerada como igual, se pergunta sempre:
“Acabou o papel higiénico?”
“Já não há leite.”
“O que é o jantar?”
“O jantar ainda não está pronto?”
http://naseiquenomelhede.blogspot.com/2005/03/ser-mulher.html

Ser mulher é ter a capacidade de gerar um bébé… tanto para o bem como para o mal.
É a nós que cabe, regra geral, o uso do anticoncepcional.
http://39mais1.blogspot.com/2007/02/4-ser-mulher.html

E por que falar que ser mulher é melhor do que ser homem por isso, aquilo e aquilo outro? Será que essas mulheres estão tão seguras? Tem lado bom de ser mulher sim, igual tem lado bom de ser homem. Tem que diminuir os homens pra se sentir melhor como mulher? Tem coisa errada. Mulher não tem que odiar os homens, pisar nos homens, só querer saber de homem pra pegar peso, pagar despesa etc. E ser mulher moderna é só ter cargo que já foi de homem, fazer inseminação e ser sapatão? Acredito que não.
http://www.grupos.com.br/blog/a-vez-das-mulheres/permalink/10817.html

Ser mulher não é fácil, eu nem devia estar confessando isto pois agora os homens devem estar se achando,mas completo: ser mulher não é fácil, mas não é tarefa pra qualquer um não! Ser a amiga, filha, mãe, empregada, sedutora, amante, namorada, esposa, empresária, profissional, conselheira, faxineira, babá…dentre outras funções, todas ao mesmo tempo, não é fácil. Enquanto isto,o homem apenas se contenta em ser homem, que papel mais sem graça! (rs)Pensando bem, não sei se eu gostaria de ser homem por um dia. Acho que estou feliz com a minha condição e vou aceitá-la pro resto da vida. Somos seres tão delicados, compreensíveis e sem mistério. O problema é que os homens não se entendem e ainda querrem nos entender?! Vai ser difícil mesmo!
http://papodecalcinha.blogspot.com/2006/03/delcia-de-ser-mulher.html